Instituto Árvore da Vida


PROJETO GIRASSOL

PROJETO GIRASSOL - OFICINAS CULTURAIS PARA A COMUNIDADE



Escrito por arvoredavida_blog às 13h20
[   ] [ envie esta mensagem ]




SOS Mata Santa Genebra

PRESERVAR PARA AS GERAÇÕES FUTURAS



Escrito por arvoredavida_blog às 13h13
[   ] [ envie esta mensagem ]




SOS MATA SANTA GENEBRA


À população de Campinas/SP e aos comprometidos com a preservação da natureza.

A maior área urbana de mata nativa do Estado de São Paulo corre perigo!

A despeito de pareceres técnicos contrários e do atropelamento de leis ambientais municipais, estaduais e federais, estão querendo construir loteamentos de casas no entorno da Mata Santa Genebra, em Barão Geraldo.
A reserva é fruto de uma doação da Dna. Jandyra Pamplona de Oliveira para o município de Campinas e, desde 1981, é administrada pela Fundação José Pedro de Oliveira. O termo de doação estabelece regras que coíbem o uso da área para finalidades econômicas; com o descumprimento, a reserva corre o risco de voltar a ser propriedade de uso privado (www. santagenebra. org.br).
A Mata de Santa Genebra corresponde a uma parte dos 7% remanescentes da Mata Atlântica brasileira, protegida pela Lei 285/99; a reserva é considerada Unidade de Conservação Federal e Área de Relevante Interesse Ecológico – ARIE, regida pelo Sistema Nacional das Unidades de Conservação – SNUC, portanto, para que se altere a geografia da reserva é preciso haver licenciamento ambiental federal.
A Mata de Santa Genebra foi tombada pelo Condephatt (SP) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas - CONDEPACC . Para que este licenciamento seja seja aprovado pelo município será necessário derrubar a resolução nº11/92 do próprio Condepacc, que proíbe adensamento urbano na área envoltória dos 300 metros da reserva. A liberação deste empreendimento pelo Condepacc confere jurisprudência para outros empreendimentos futuros nesta área. Esta medida está na pauta de votação do Conselho, neste momento.
A população está se mobilizando para impedir que, mais uma vez em nossa cidade, o interesse privado se sobreponha ao interesse público, a fim de evitar danos ambientais irreparáveis ao ecossistema da mata que abriga e protege as nascentes do Ribeirão Quilombo e do Ribeirão das Pedras e centenas de espécies vegetais e animais, entre elas, o macaco bugio e prego, ameaçados de extinção.
Participe desta iniciativa e demonstre seu desacordo publicamente. Não vamos permitir que os últimos hectares da Mata Atlantica - que outrora cortava nossa cidade de forma grandiosa e abrigava nossa fauna – sejam ameaçados pelo descaso político e e por interesses imediatistas que só visam o lucro fácil e que agravarão de forma inexorável as já críticas condições ambientais da nossa região.

Escreva para nós: sosmatasantagenebra @gmail.com

Em breve enviaremos nova mensagem com a data de nossa reunião.

Vamos abraçar esta causa, como um dia abraçamos a Mata, simbolizando nosso compromisso pela sua sobrevivência.

Escrito por arvoredavida_blog às 07h48
[   ] [ envie esta mensagem ]




Oficina de Bioconstrução











Escrito por arvoredavida_blog às 15h58
[   ] [ envie esta mensagem ]




Oficina de Bioconstrução

Evento realizado no dia 22 de abril de 2007, kin 219: tormenta espectral azul.

Onde: Praça Pau Brasil, bairro Solar de Campinas, B. Geraldo, Campinas, S. P., Brasil, Planeta Terra.

Um dia muito agradável.

De manhã, uma aula com o professor Eduardo Salmar, debaixo de uma mangueira ornada com um orquidário, ao som dos passarinhos.

Depois fomos para a praça, fazer uma parede de taipa de pilão. Trabalho divertido.

Almoçamos e conversamos no jardim primoroso da Sueli, moradora do Solar.

Na tardinha, vivências terapêuticas: energização, alongamento, yoga, meditação, relaxamento, danças espontâneas e mais energização.

Viva a Terra!!!

 



Escrito por arvoredavida_blog às 23h22
[   ] [ envie esta mensagem ]




Plano de Gestão Local - Macrozona 5 - Propostas

Comissão Técnica de Meio Ambiente – Concidade



Propostas encaminhadas por Deise Nascimento – Conselheira Titular representante das ongs de Campinas.



MACROZONA 5



Proposta 1:





Processos construtivos de baixo impacto ambiental, com bases na sustentabilidade ambiental para projetos de habitação popular, calçamento, pavimentação e contenção de erosão e assoreamento.





O solo-cimento é um material que possui boa resistência à compressão, bom índice de impermeabilidade, baixo índice de retração volumétrica e boa durabilidade. Todas essas características são excelentes para uma parede estrutural.



Os tijolos ou blocos de solo-cimento são produzidos em prensa manual, dispensando a queima em fornos. Além da grande resistência , outra vantagem desses blocos é o seu excelente aspecto final , produzindo paredes estruturais aparentes.



Esse sistema construtivo tem aplicação para a proteção dos taludes de açudes, nos revestimentos de canais, como componente da infra-estrutura de pequenas pontes e em arrimos de pouca altura. Por ser uma opção de fácil produção e custo reduzido é uma excelente solução para áreas rurais.



Para a execução de pavimentos em áreas urbanas destinadas principalmente ao tráfego de pedestres, como calçadas, pontos de ônibus, canteiros centrais, praças e parques públicos. São locais que devido à falta de calçamento, a poeira e a lama ocasionam desconforto e risco aos pedestres. Esses pavimentos são compactados no próprio local formando uma camada maciça totalmente apoiada no chão.



Proposta 2



Ciclovias



PROJETO DE LEI PARA IMPLANTAÇÃO DO PLANO CICLOVIÁRIO MUNICIPAL DE CAMPINAS, VISANDO AO TRANSPORTE DE PESSOAS POR BICICLETAS



Art. 1º – Os futuros estudos, projetos e obras viárias no Município de Campinas, visando à construção de avenidas, deverão contemplar, obrigatoriamente, espaço destinado à implantação de ciclovias.

Parágrafo único – Entende-se por ciclovias, espaços demarcados no leito carroçável de avenidas, para utilização exclusiva de veículos não-motorizados.

Art. 2º – Os novos projetos para implantação de avenidas que impliquem construção de pontes, viadutos e aberturas de túneis deverão prever que essas obras de arte sejam dotadas de ciclovias, integradas com o projeto de construção da avenida.

Art. 3º – Os projetos e os serviços de reforma, para alargamento, estreitamento e retificação do sistema viário e das calçadas deverão ser precedidos de estudo de viabilidade física e socioeconômica para a implantação de ciclovias.

Art. 4º – Nas avenidas dotadas de ciclovias é obrigatória a realização de rebaixos específicos, destinados a garantir a interligação acessível entre o leito carroçável e a calçada.

Art. 5º – Fica permitida, em caráter excepcional, a implantação de ciclovias em calçadas destinadas a pedestres, ou nas ilhas de separação dos sentidos de tráfego (canteiros centrais), desde que precedida de laudo técnico de viabilidade, e exclusivamente nas hipóteses em que a peculiaridade do projeto e construção da avenida assim o exija.

§ 1.º – Na hipótese prevista no "caput" deste artigo, o projeto deverá prever diferença de nível em relação ao leito carroçável, onde não será autorizado estacionamento de veículos automotores, depósito de objetos e outros elementos obstrutivos.

§ 2.º – Na hipótese prevista no "caput" deste artigo, a pavimentação da ciclovia deve ser feita de maneira a minimizar a impermeabilizaçã o do solo.

Art. 6º – Nas avenidas construídas ao longo dos fundos de vale, a ciclovia poderá ser implantada nas margens do curso d'água.

Parágrafo único – Na hipótese prevista no "caput" deste artigo, a pavimentação da ciclovia deve ser feita de maneira a minimizar a impermeabilizaçã o do solo.

Art. 7º – Nas ciclovias locadas nas calçadas, o meio-fio será rebaixado defronte às faixas de travessia de pedestres e bicicletas, e nos cruzamentos entre vias, de modo a garantir a transposição segura dos ciclistas.

Art. 8º – Em casos específicos previstos no documento mencionado no artigo anterior, em que a velocidade máxima permitida para os veículos automotores e os padrões de tráfego da via assim o permitirem, as ciclovias poderão ser substituídas por ciclofaixas.

Art. 9º – As ciclovias e ciclofaixas referidas nos artigos anteriores deverão ser projetadas em consonância com as recomendações delineadas no Plano de Mobilidade por Bicicleta nas Cidades (Bicicleta Brasil) do Ministério das Cidades.

Art. 10º – As despesas decorrentes das obras previstas nos artigos anteriores correrão por conta da dotação orçamentária da Administração Regional competente.

Art. 11 – A fim de promover a acessibilidade de ciclistas a locais de interesse público, como prédios administrativos, centros comerciais, escolas, universidades, grandes empresas, estações de transportes

coletivos e similares, deverá ser criado um programa de construção de paraciclos ou bicicletários que ofereçam segurança aos veículos não motorizados quando estacionados.

Art. 12 – As despesas decorrentes das obras previstas no artigo anterior correrão por conta da dotação orçamentária da Administração Regional competente, quando em prédios e locais públicos, ou por conta da iniciativa privada, quando em locais privados de interesse público, ou ainda por conta de parcerias público-privadas.



Escrito por arvoredavida_blog às 07h28
[   ] [ envie esta mensagem ]




ANEXO



MINISTÉRIO DAS CIDADES

SECRETARIA NACIONACIONAL DE TRANSPORTE E DA MOBILIDADE URBANA

Esplanada dos Ministérios Bloco "A", 1º andar, sala 146.

Zona Cívico-Administrativ a - Brasília – DF – CEP 70054-900

Fone: (061) 2108.1660 - Endereço eletrônico: bicicleta.brasil@ cidades.gov. br

PROGRAMA BRASILEIRO DE MOBILIDADE POR BICICLETA



As cidades constituem-se no palco das contradições econômicas, sociais e políticas e o sistema viário é um espaço em permanente disputa entre diferentes atores, que se apresentam como pedestres, ciclistas, condutores e usuários de automóveis, caminhões, ônibus e motos.

O Ministério das Cidades tem como desafio ampliar a visão predominante dos problemas de circulação, de modo a incorporar dimensões econômicas e sociais normalmente não consideradas. Trata-se de reconhecer a existência de uma crise de mobilidade que engloba as questões de transporte público e trânsito, exigindo soluções que superem sua análise fragmentada.

Neste sentido, a Secretaria de Transporte e da Mobilidade Urbana – SeMob - tem desenvolvido o conceito de Mobilidade Urbana Sustentável, como o resultado de um conjunto de políticas de transporte e circulação que visam proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço urbano, através da priorização dos modos de transporte coletivo e não motorizados de maneira efetiva, socialmente inclusiva e ecologicamente sustentável.

Esta nova abordagem tem como centro das atenções o deslocamento das pessoas e não dos veículos

Ao se analisar a realidade das cidades brasileiras, verifica-se em muitas delas o uso crescente da bicicleta como meio de transporte para o trabalho e estudo, além das atividades de lazer, necessitando, assim,de tratamento adequado ao papel que desempenha nos deslocamentos urbanos de milhares de pessoas, exigindo uma política pública que seja implantada pelas três esferas de governo.

A inclusão da bicicleta nos deslocamentos urbanos deve ser abordada como elemento para a implantação do conceito de Mobilidade Urbana Sustentável e como forma de redução do custo da mobilidade das pessoas. Sua integração aos modos coletivos de transporte é possível, principalmente nos sistemas de grande capacidade e já ocorre, ainda que em estado embrionário e até espontâneo em muitas das grandes cidades, através da construção de bicicletários, junto às estações de trem.

A inserção da bicicleta nos atuais sistemas de transporte é possível, mas ela deve ser considerada como elemento integrante do novo desenho urbano necessário para dar suporte à Mobilidade Urbana Sustentável, incorporando- se a construção de ciclovias e ciclofaixas, principalmente nas áreas de expansão urbana. Torna-se necessária também a ampliação da abordagem para incluir as vias cicláveis, que são vias de tráfego compartilhado que podem ser adequadas ao uso da bicicleta.

Ao desenvolver o Programa Brasileiro de Mobilidade por Bicicleta, a SeMob procura estimular os Governos Municipais, Estaduais e do Distrito Federal a desenvolver e aprimorar ações que favoreçam o uso da bicicleta como modo de transporte, com mais segurança.



Objetivos:

ï‚·ï€ Inserir e ampliar o transporte por bicicleta na matriz de deslocamentos urbanos

ï‚·ï€ Promover sua integração aos sistemas de transportes coletivos, visando reduzir o custo

de deslocamento, principalmente da população de menor renda.

ï‚·ï€ Estimular os governos municipais a implantar sistemas cicloviários e um conjunto de

ações que garantam a segurança de ciclistas nos deslocamentos urbanos.

ï‚·ï€ Difundir o conceito de mobilidade urbana sustentável, estimulando os meios não

motorizados de transporte, inserindo-os no desenho urbano.

Ações previstas:

1 - Capacitação de gestores públicos para a elaboração e implantação de sistemas cicloviários

2 - Integração da bicicleta no planejamento de sistemas de transportes e equipamentos

públicos.

3 - Estímulo à integração das ações das três esferas de Governo

4 - Sensibilização da sociedade para a efetivação do Programa

5 - Estímulo ao desenvolvimento tecnológico

6 - Fomento à implementação de infra-estrutura para o uso da bicicleta



Instrumentos de Implementação



1 - Publicação de material informativo e de capacitação

2 - Realização de Cursos e Seminários nacionais s internacionais

3 - Edição de normas e diretrizes

4 - Realização e fomento de pesquisas

5 - Implantação de banco de dados

6 - Fomento a implementação Programas Municipais de Mobilidade por Bicicleta

7 - Criação de novas fontes de financiamento

8 - Divulgação das Boas Políticas





Proposta 3





Requalificação de área urbana remanescente de leitos ferroviários no município de Campinas.





Campinas apresenta em seu território áreas remanescentes do leito ferroviário em estado de degradação e uso impróprio. Em locais da periferia ocorre acúmulo de descarte de entulho, resíduos sólidos, lixo e crescimento de vegetação invasiva. Estes fatores desqualificam a paisagem urbana e de modo geral estão associados ao fato das populações próximas às áreas remanescentes estarem à margem de projetos urbanos e de paisagismo, encontram-se em áreas de exclusão social.

Nas áreas de remanescentes de leitos ferroviários pode-se projetar um parque linear de grande extensão, que atravesse o município e ofereça opção na inclusão social, com projetos de equipamentos e mobiliário urbano que atendam às demandas locais, bem como a implantação de programas culturais, educativos e de lazer. O plantio de mata nativa, recuperação de córregos e nascentes, e ações preservacionistas são opções viáveis na requalificação do meio ambiente e da paisagem.

Escrito por arvoredavida_blog às 07h27
[   ] [ envie esta mensagem ]




Proposta 4





Plantio de árvores nativas e recuperação de áreas remanescentes do bioma Mata Atlântica, inseridas no contexto de ocupação urbana.



Plantio ciliar e preservação, manutenção e recuperação das matas ciliares e remanescentes do Bioma Mata Atlântica localizados dentro do município, combate e prevenção das causas e efeitos da poluição, das inundações, das estiagens, da erosão do solo e do assoreamento dos cursos d'água.

Plano de proteção da fauna e flora, dar condições de iniciar e alavancar o projeto de criação de corredores ecológicos, preservando a biodiversidade, compatibilizando o gerenciamento dos recursos hídricos com o desenvolvimento regional e com a proteção do meio ambiente, estimulando a proteção das águas contra ações que possam comprometer o uso atual e futuro, promoção e integração das ações na defesa contra eventos hidrológicos críticos, que ofereçam riscos à saúde e à segurança pública, assim como prejuízos econômicos e sociais; e, coordenação de ações para racionalizar o uso das águas e prevenir a erosão do solo nas áreas urbanas.

Fortalecimento de núcleos que ainda são caracterizados por um grau adequado de conectividade e, progressivamente estimular ações que promovam a integração ecossistêmica entre as principais áreas-alvo, ampliando-as gradativamente.

A estratégia visa garantir a proteção e conectividade entre porções nucleares da paisagem e permitir o intercâmbio entre populações isoladas da fauna e flora regional, preservação das funções ambientais de inúmeras espécies de grande importância econômica, estética, científica, genética e ecológica e serviços ambientais.



OBJETIVOS GERAIS DA PROPOSTA



Plantio de árvores nativas

Quantificando da biomassa e do carbono imobilizado

Geração de renda utilizando mão-de-obra não qualificada

Treinamento e profissionalizaçã o da mão-de-obra





Benefícios globais:



conservação da biodiversidade

aumento estoques de carbono

redução de pobreza



Benefícios adicionais (locais e nacionais):



proteção da água

proteção do solo

restauração de serviços e funções dos ecossistemas

geração de oportunidades de trabalho e renda

reduzir erosão, perda de solo e assoreamento

geração de alternativas de trabalho e renda

contribuir para a redução de gases de efeito estufa





Proposta 5





Levantamento de imóveis sub-utiilizados, barracões em estado de abandono e espaços públicos em estado de degradação para requalificação e direcionamento para o uso e implantação de políticas públicas e de cunho cultural.



Proposta 6



Criação do Núcleo de Produção Cinematográfica Popular com capacitação de profissionais para a área. Produção de filmes, documentários e assuntos diversos sob a ótica da comunidade.



Proposta 7





Educação Ambiental, cidadania e ética para comunidade oferecidas por intermédio de oficinas, cursos e atividades que poderão ser realizadas em escolas, postos de saúde e demais equipamentos públicos, com vistas ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio





Os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio são:

* Erradicar a extrema pobreza e a fome;
* Atingir o ensino básico universal;
* Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres;
* Reduzir a mortalidade infantil;
* Melhorar a saúde materna;
* Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças;
* Garantir a sustentabilidade ambiental;
* Estabelecer parcerias para o desenvolvimento.

Escrito por arvoredavida_blog às 07h25
[   ] [ envie esta mensagem ]




Você sabia?

Campinas tem um espaço ecológico precioso e reservado e muita gente nem conhece. É a Mata Santa Genebra, em Barão Geraldo. Veja a riqueza que temos: é a segunda maior floresta urbana do Brasil - só perde para a Floresta da Tijuca (Rio de Janeiro). Preste a atenção na expressão: floresta urbana, ou seja, que fica no meio da cidade.
Tem uma grande importância para o meio ambiente. Além de preservar centenas de espécies nativas de plantas e animais, ajuda a manter a temperatura local. E o mais legal de tudo é que há passeios regulares pela mata, para o público e escolas. Os monitores apontam curiosidades sobre a fauna e a flora e como a mata é importante na vida de todo mundo. O Criança participou do passeio. Vamos lá...


NO PASSEIO

É possível conhecer muitas árvores e plantas curiosas.
A Mata Santa Genebra é o maior remanescente de Mata Atlântica em Campinas.
O trabalho na Mata Santa Genebra é de preservação. Os profissionais que tomam conta dela plantam mudas, cuidam de animais doentes e retiram espécies invasoras, que aparecem sozinhas e podem prejudicar as nativas.
Existe uma árvore, que tem um fruto muito duro chamado guarantã. Os animais não se alimentam dela. O fruto explode sozinho e as sementes caem ao redor, onde nascem outras árvores. Geralmente bem próximas umas das outras.
Uma espécie de planta muito encontrada lá é a liana, que se enrola no tronco das árvores.
Árvores como cróton, embaúba, peroba e paineira são encontradas em grande quantidade no local.
Algumas plantas que nascem na mata são chamadas de exóticas porque não são naturais deste tipo de vegetação. Isso acontece porque a mata está muito próxima à cidade.
A urtiga é uma planta que 'queima' quem põe a mão nela. As formigas, muito espertas, sabem disso e costumam estabelecer o formigueiro bem embaixo das folhas delas, porque nenhum bicho vai pegá-las.
Há um viveiro com mudas para serem plantadas na floresta.
Na Mata Santa Genebra há diversos tipos de animais como macaco-prego e bugio, várias espécies de aves, insetos, gambá, tatu, lagartos e cobras.


DICAS PARA A VISITA NA MATA

Use calça comprida e tênis.
Não se esqueça de aplicar repelente e protetor solar.
Nem pense em jogar qualquer tipo de lixo no chão.
Não arranque nenhum tipo de planta e não coloque a mão sem saber se pode.
Alguns vegetais podem causar coceira, ardência ou até machucar.
Não grite ou fale alto demais, pode assustar o animais.
Não dê comida aos animais.
Preste atenção às explicações dos monitores.
Aprecie a natureza e aprenda a cuidar e respeitar o meio ambiente.


PELA HISTÓRIA

A Mata Santa Genebra é mantida pela Fundação José Pedro de Oliveira. A geógrafa Mariana Ferreira Cisotto, que trabalha lá, conta que essa área pertenceu ao Barão Geraldo de Resende, numa antiga fazenda de café. Os negócios iam mal e Barão Geraldo decidiu vendê-la a José Pedro de Oliveira, que hoje dá nome à fundação. Depois que ele morreu, sua esposa Jandira doou a sombra da mata à Prefeitura de Campinas. Sombra da mata? O que é isso? Mariana explica: "É um termo jurídico que significa que a mata só pode pertencer à Prefeitura se for mantida e preservada, ou seja, oferecer 'sombra' das árvores. Não podem desmatá-la ou usá-la para outros fins que não seja cuidar direitinho. Se não for feito, a área volta a ser da família". Isso foi em 14 de julho de 1981. A partir de então, todos podem visitar e pesquisar a Mata.


SAIBA MAIS

Outras reservas florestais em Campinas

Fazenda Santa Elisa
É uma reserva florestal onde está o Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Possui centenas de árvores e dezenas de espécies de aves. Fica na Avenida Theodureto de Almeida Camargo, 1.500, Vila Nova.

Bosque dos Jequitibás
É uma das maiores e mais antigas áreas de lazer da cidade. Recebe, por ano, cerca de 1 milhão de visitantes. Tem mais de 400 espécies de plantas cadastradas, 600 tipos de animais diversos, Museu de História Natural, Aquário Municipal e Teatro Carlos Maia, que apresenta peças infantis. Rua Cel. Quirino, 2, Bosque.

Parque Ecológico Emílio José Salim
A área do parque pertenceu à antiga fazenda Mato Dentro. O Parque Ecológico nasceu de um Decreto do Governo do Estado em 1987 com o objetivo de preservar e recuperar a arquitetura e a paisagem do local. Há espécies nativas da flora brasileira e algumas exóticas, como as palmeiras. Rodovia Heitor Penteado, Km 3,2, Vila Brandina.


CURIOSIDADES

A Mata de Santa Genebra possui uma área que corresponde a 251 hectares, algo como 251 campos de futebol.
É considerada a segunda maior reserva florestal urbana do Brasil. A primeira é a Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Há mais de 600 espécies de árvores.
Só de animais mamíferos há cerca de 50 espécies.
Há mais de 160 tipos de borboletas. Além das que voam livremente, existe um borboletário, em que elas nascem, vivem e se reproduzem.


SERVIÇO

Visitas
Terças e quintas, às 13h30, aberta a escolas, com agendamento Quartas, às 13h30, somente para crianças dos bairros próximos à Mata Último sábado do mês, aberta ao público em geral, a partir das 9h Entrada: gratuita para visitantes e escolas públicas.
Informações: (19) 3249-0720


CONSCIENTIZAÇÃO

Conhecer a Mata vai além de saber quais são as espécies que lá habitam, mas adquirir consciência da preservação. As monitoras Mariana Ferreira Cisotto e Lívia Junqueira de Camargo explicam que a floresta está muito próxima das casas do bairro e por isso é tão importante que todos aprendam a cuidar de plantas e bichos.
A regra número um é não dar comida aos animais, pois pode fazer mal a eles. "Tem gente que dá arroz a macacos, pão a pássaros, mas não deve fazer isso. Os animais podem passar mal e até morrer com comidas que não são apropriadas para eles. Além disso, desaprendem a procurar o próprio alimento, o que prejudica toda a espécie", explica. E isso, completa Mariana, não se aplica somente ao passeio na Mata Santa Genebra, mas em todo lugar onde há natureza. "Jogar comida no mar ou rio, para peixes também não está certo. Tem gente que joga salgadinho ou pão para peixes, porque acha bonitinho que todos eles se juntam, mas isso pode matar os animais", explica.
É por isso que as crianças dos bairros próximos à Mata vão toda quarta-feira até lá para estudar e aprender a preservar o meio ambiente.

Escrito por arvoredavida_blog às 20h47
[   ] [ envie esta mensagem ]




TV Cultura exibe

Durante o mês de março, o programa da TV Cultura "Roda Viva"
(transmitido toda segunda-feira, às 22h40) será exibido de segunda a
sexta-feira.

Segundo comunicado da emissora, de terça a sexta-feira (à 1h15) serão
exibidas as melhores entrevistas realizadas com economistas,
ambientalistas e filósofos que passaram pelo "Roda Viva".

A programação continua inédita na segunda-feira.

A nova temporada começa dia 6 de março (terça-feira) , com o economista
Ignacy Sachs, que ajudou a definir o conceito de eco-desenvolvimento ,
o qual, posteriormente, passou a ser chamado de desenvolvimento
sustentável.

Confira a programação do mês de março:

Economistas

06/3 - Ignacy Sachs
07/3 - Albert Fishlow
08/3 - Hazel Henderson
09/3 - James Heckman
13/3 - Amartya Sen
14/3 - Jeremy Rifkin
15/3 - Marie-Pierre Poirier
16/3 - Muhammad Yunnus

Ambientalistas

20/3 - Miguel Altieri
21/3 - Gro Brundtland
22/3 - Fritjof Capra
23/3 - Thomas Lovejoy

Filósofos

27/3 - Edgar Morin
28/3 - Pierre Lévy
29/3 - István Mészáros
30/3 - Toni Negri



Escrito por arvoredavida_blog às 12h39
[   ] [ envie esta mensagem ]




Assembléia da OSCIP Instituto Árvore da Vida

 
Dia: 18 de fevereiro de 2007, (Domingo).
Horário: 9:00 (primeira chamada); 9:30 (segunda chamada).
Horário de encerramento: 12:00.
 
 
Pauta:
- Informes
- Projetos para 2007
- Admissão de novos associados
- Parcerias
 
Local: Associação Cultural Elesbão
rua Manoel Antunes Novo, n.885. Na rua da Praça do Coco, próximo à Vila São João. Bairro Barão Geraldo, Campinas, S.P., Brasil.


Escrito por arvoredavida_blog às 18h52
[   ] [ envie esta mensagem ]




Arte e Responsabilidade Social?

Deise Nascimento

Fotos da peça "Ave Sapiens dos Mangues" - Autora Nil Sena





Estava uma noite destas vendo TV a cabo e, sem me dar conta, descobri que há dois mil anos Jesus tinha concorrência, sim senhor. Espera aí, como é isso?

Pois é, pelo menos cinco famosos milagreiros e profetas ressuscitavam pessoas, levitavam, etc, etc, etc. Eu, neste pequeno planeta azul, jamais saberia de tal fato se não fosse a investigação minuciosa de pesquisadores, - e não me perguntem qual foi o método de pesquisa - pois era madrugada, peguei o programa na metade e também dormi um pouco; nem mesmo sei que canal era, devo ter cochilado, mudado no controle remoto, enfim, assuntos desconexos...

O caso é o seguinte: entre um cochilo e outro, deitada no sofá, toda a minha crença de que Jesus era único, caiu por terra. Mas será que há dois mil anos atrás a concorrência conseguiria "maquiar" a realidade? Boa pergunta.

Depois, na mesma noite, entre outro cochilo e a realidade, ouço algo tipo..."código da Vinci"...Como assim? Oras, eu estou ficando meio complicada, não sei se estou em Matrix ou em uma realidade paralela...

Ah sim, nosso tema é "Arte e Responsabilidade Social"! Hum, menos mal, ou não?
Vamos pensar em situações reais com nomes fictícios...


Situação 1:

- Empresa fabricante de papel, multinacional, etc, etc, etc.; monta seu Instituto de Preservação Ambiental “Verdes Verdejantes”.


Situação 2:

- Empresa de mineração, ou quem sabe uma indústria química, com diversos funcionários já aposentados por problemas médicos e invalidez investe na Cultura e Educação.


Situação 3:

- Um governo de um país distante e longínquo estabelece regras e leis de incentivos à cultura e ao esporte; um valor em torno de 4% dos impostos cobrados das empresas poderá ser investido nestas área. Então um processo burocrático complicado se inicia. Editais, concursos, etc, etc, etc.


Situação 4:

- Na periferia, em um bairro de um país distante, um grupo de meninos, meninas e adolescentes fuma uma pedra de craque, olhando a paisagem do córrego repleto de garrafas pet, pilhas, sacos plásticos, etc, etc, etc. Poderiam estar na escola, quem sabe, ou pulando a roleta de um ônibus urbano, ou só assistindo a um programa qualquer na TV aberta, tipo aqueles enlatados, blá,blá,bla´...


Situação 5:

- Moradoras de um bairro de um país distante se unem para um trabalho comunitário, fazem uma hortinha na margem do córrego, limpam, e dali tiram diariamente uma "misturinha" para a família.


Mas quem será que vai conseguir aqueles 4% que estão lá diponíveis?

Quem sabe como chegar ao "mapa da mina"? Pois é, a concorrência é desleal. Se até Jesus já tinha problemas com a questão social de trabalho, imaginem vocês o emaranhado que existe no 3º Setor... A Responsabilidade Social das empresas, do governo e os demais setores envolvidos encontra-se no meio de um "bombardeio" de informações, e muita gente confunde o que realmente é Responsabilidade Social.

A Arte, o Meio Ambiente, o Esporte, a Educação, deveriam estar entre os direitos civis da sociedade; entretanto são renegados às leis de incentivo, a percentuais insignificantes do montante financeiro gerado pelo sistema capitalista. As empresas, por sua vez, limitam-se a "investir" o estritamente necessário para cumprir a lei. Algumas optam por "maquiar" a realidade criando seus próprios institutos e fundações; direcionam os projetos de investimentos de acordo com suas políticas internas de marketing e merchandising, desprezando por completo as demandas locais. Fazem suas divulgações como os profetas e milagreiros do tempo de Jesus. Ops, mas será que dá certo?

Bem, o que temos visto é o crescimento desta prática, e a institucionalização da Responsabilidade Social, enquanto, por outro lado, vemos o sistema educacional sucateado, alunos que chegam à 8ª série sem estar completamente alfabetizados. Percebemos o aumento da violência nos grandes centros e todo o complexo organizacional das cidades abalado.

Então meus caros(as), o que a Arte e a Responsabilidade Social têm a ver com esta desorganização social, ética e por aí afora?

A começar pela qualidade do ensino, toda a estrutura escolar precisaria ser revisada, revisitada. A juventude quer ação, emoção, satisfação. Não só a juventude, o ser humano em qualquer idade almeja a felicidade. Tocar um instrumento, fazer uma batucada, sentar na pracinha do bairro e conversar sobre o filme a que assistiu no cinema, a peça de teatro que ensaiou na semana passada, ou comentar sobre a feijoada que comeu com seu time de futebol.... Ninguém prefere o pior, apenas fica sem opção.

Responsabilidade Social dentro do conceito neo-humanista é o investimento na causa social a partir da demanda local, que deveria ser ouvida, respeitada e atendida. Por enquanto o conceito de responsabilidade social difundido amplamente nas mídias, empresas e governos tem muito mais relação com o cumprimento de uma formalidade.

Nós, produtores de artes, ficamos correndo atrás dos editais, fundos, investidores, leis de incentivos e tudo mais. Trabalhamos incansavelmente e muitas vezes gratuitamente para obtenção de recursos para nossos projetos. Idealizamos uma sociedade mais justa e mais feliz.

e-mail: deise0109@bol.com.br

Escrito por arvoredavida_blog às 21h43
[   ] [ envie esta mensagem ]




Carta ao futuro

Pedro J. Bondaczuk

A pintura foi o primeiro e magistral alfabeto criado em toda a história.. Rústica, evidentemente – como toda invenção é no seu princípio, antes que seja aperfeiçoada – primária, sem técnica (por não se dispor de instrumental adequado para sua execução), se tornou imortal em si, embora não haja imortalizado quem a executou pela primeira vez, já que é impossível de identificar esse artista pioneiro.
Mas a obra em questão identifica a comunidade em que esse criador vivia, o local onde ela habitava e, como uma espécie de “carta ao futuro” desses remotos (e geniais) ancestrais, revela, aos seus descendentes do século XXI, quais eram seus anseios básicos: alimentos, proteção e, sobretudo, comunicação.
Essa arte original, primitiva, mas que sobreviveu a milênios, chegando até nós, tinha, sim, a função primordial de comunicar. Destinava-se, basicamente, a dar ciência – à família que recém se estruturava por instinto, ao clã e à tribo – das descobertas do artista: das suas crenças, terrores, alegrias e outras tantas emoções, que se revelavam comuns a todos os membros do grupo.
Pode-se dizer, pois, que essa foi a primeira linguagem criada pelo Homo Sapiens, tão logo se deu conta de que pensava, assim que descobriu que seus semelhantes faziam o mesmo e que percebeu (ou que intuiu) que era possível estabelecer intercâmbio de conhecimentos, de experiências e de sensações com os demais.
Magnífica e fundamental percepção foi essa, que firmou, naqueles remotíssimos tempos, um marco da evolução da espécie e lançou as bases da civilização futura! Convém assinalar que, todos os alfabetos do mundo – não importa onde e nem por quem tenham sido criados – tiveram como ponto de partida a corruptela de desenhos de objetos, de animais, de acidentes geográficos etc.
Não é exagero, portanto, afirmar que a pintura foi a primeira língua humana. Nem todos, evidentemente, tinham, naquele tempo (ou têm hoje), esse talento. Não é por acaso que o pensador francês,Edgar Morin, caracteriza a cultura, em seu sentido mais amplo, como "um corpo complexo de normas, símbolos, mitos e imagens que penetram o indivíduo em sua intimidade, estruturam os instintos, orientam as emoções". E a maioria, convenhamos, não é culta.
Esta longa introdução vem a propósito da obra do artista plástico
J.L.Piassa,( notadamente dos seus “Pergaminhos Filosófico-Culturais” ), que, em sua concepção, guarda certa semelhança com a pintura rupestre primitiva a que me referi. Esse trabalho artístico coletivo se propõe, antes de tudo, a ser, também, uma “carta para o futuro” das comunidades envolvidas, embora não para um tempo tão longo (medido em milênios) quanto o dos rústicos desenhos do Homem Sapiens da era da Pedra Lascada.
Os participantes são instados, pelo idealizador e coordenador do projeto, a expor, à sua maneira (mediante desenhos coloridos e bem-elaborados ou simples garatujas – não importa – ou, então por colagens, grafismos e outras eventuais formas) sua condição sócio-cultural atual e o que almejam para o futuro. Todos os membros de determinada comunidade têm livre acesso à participação nessa obra interativa: crianças, jovens, adultos e idosos de ambos os sexos.
Cabe, a Piassa, fazer o arremate do pergaminho, de formas a lhe dar a conotação de um objeto de arte. Feito isso, o enorme painel é enrolado. É elaborada, a seguir, uma base (igualmente com manifestações dos participantes) . E, finalmente, o rolo de lona é transformado numa espécie de gigantesco monumento, em forma de totem.
A proposta é, depois de certo tempo, (que o artista determinou, aleatoriamente, que seja de 30 anos), desenrolar esse pergaminho para saber, através do que ali os participantes deixaram registrado, se eles evoluíram, ou não, econômica, social e culturalmente. Quantos dos seus objetivos foram alcançados? Qual o grau individual e/ou coletivo de progresso (ou de retrocesso) que se atingiu? Quem, e por que, não saiu do lugar em termos de evolução material e/ou cultural?
Quanto à concepção artística dos Pergaminhos Filosófico-Culturais , Piassa observa: “O que se apresenta é uma sabedoria quase física dos materiais, principalmente das cores, que funcionam por contrastes e movimentos. É uma obra executada com materiais comuns e pintada com intenção de obter relevos, e que apela ao sentido táctil. Cores exaltadas e cores tímidas convivem, sem se acomodarem. Quando se entrelaçam, compõem uma seqüência harmônica”.
Quanto à concepção filosófica, os pergaminhos são, reitero, genuínas “cartas para o futuro”. E os totens que os encerram são monumentos vivos dos anseios, dos terrores, dos sonhos e da criatividade e ânsia de comunicar pensamentos e emoções das comunidades que participam da sua elaboração. São, portanto, na minha modesta concepção, a forma mais refinada de arte, por envolver não somente um indivíduo, mas toda uma coletividade atuando de forma ordenada, interativa e, sobretudo, de intensa criatividade na elaboração de uma obra.


Escrito por arvoredavida_blog às 12h27
[   ] [ envie esta mensagem ]




Cultura Viva

Pedro J. Bondaczuk

A Casa de Cultura Tainã, de Campinas, é um exemplo perfeito do quanto uma comunidade carente – desde que organizada com eficiência, bem-administrada e com objetivos claros e bem-definidos – pode fazer por seus integrantes, tanto no sentido de promover o progresso pessoal de cada um dos seus membros, quanto de sua conseqüente inserção social.
Trata-se de um empreendimento vitorioso, e que merece ampla divulgação, até para estimular outros, de idêntica natureza, a se constituir, desenvolver e consolidar. Afinal, os bons exemplos (raros, por sinal) costumam se multiplicar e frutificar. E este, certamente, não seria exceção. Cabe, aqui, a caráter, o slogan tão batido (embora superverdadeiro) , que diz: “O povo unido jamais será vencido”.
O difícil, convenhamos, é promover essa união. Muitos tentam, mas poucos, por um motivo ou outro, conseguem sucesso. Os integrantes da Casa de Cultura Tainã, todavia, conseguiram. E vou demonstrar porque. Aos que não conhecem essa entidade (creio que a maioria, já que a imprensa, estranhamente, ou por ignorância ou por preconceito, quase nunca dá cobertura às suas atividades), convém lhe traçar um ligeiro perfil.
Sua origem, na verdade, remonta a 1989, oportunidade em que a Prefeitura Municipal de Campinas estimulou a criação de 16 associações de bairro, às quais prestou assessoria técnica por um determinado tempo, mas que eram administradas de maneira absolutamente autônoma. A maioria dessas entidades não vingou, por razões que não cabe aqui debater, e não existe mais.
Algumas ainda subsistem, às duras penas, mas longe de cumprir os objetivos originais da sua criação. Não raras se tornaram meros comitês de políticos, que as mantêm apenas para os seus próprios interesses. Uma (apenas uma), no entanto, não só sobreviveu, mas evoluiu, se consolidou, diversificou as atividades e hoje é exemplo de empreendimento bem-sucedido não só na cidade, mas em todo o País: foi a fundada por moradores da Vila Castelo Branco.
Anos após a fundação, com o objetivo de dar-lhe maior amplitude, ou seja, de conferir-lhe um campo de ação maior e geograficamente mais abrangente, que extrapolasse os meros limites do bairro, seus integrantes resolveram não só ampliar os objetivos da entidade, mas até mudar o seu nome. Fizeram-no, contudo, de forma democrática, como tudo ali é feito desde a sua criação: abrindo oportunidade para que todos, membros ou não, opinassem a respeito.
Foi realizado, para tanto, um concorrido concurso na cidade e coube ao vencedor “rebatizar” a associação. Hoje ela se denomina Casa de Cultura Tainã – nome inspirado em um pássaro da fauna brasileira e que significa “caminho das estrelas” em tupi-guarani – e cuja sede não está mais localizada na Vila Castelo Branco, mas se situa na Vila Padre Manoel de Nóbrega.
E os “vôos” da exemplar entidade não pararam mais de acontecer. O principal deles, em termos de reconhecimento público, foi a outorga, em 8 de novembro de 2006, por parte do presidente Luís Inácio Lula da Silva, da “Insígnia da Ordem de Mérito Cultural”. Nada mais justo, já que essa associação é, hoje, sem favor algum, uma das maiores produtoras e divulgadoras de produções culturais de afro-descendentes do Brasil. Conta, por exemplo, com uma Orquestra de Tambores única no País, que faz shows e mais shows por todo o território nacional, além de promover oficinas, atuando, decisivamente, dessa forma, no resgate histórico e cultural da comunidade que lhe deu origem.
Tem, ainda, um bem-equipado espaço de informática, que atende crianças e jovens carentes de toda a Região Metropolitana de Campinas, os preparando para que tenham possibilidades de competir, em pé de igualdade, no restrito e cada vez mais exigente mercado de trabalho. Integra o Projeto Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac), de inclusão digital.
Em novembro de 2005, foi inaugurado o Ponto de Cultura Tainã, que ganhou, por conseqüência, um totem “Pergaminho Filosófico-Cultural” coordenado pelo artista plástico José Luís Piassa, que é uma espécie de escudo, de logotipo desses centros produtores e difusores de conhecimento popular. Foi um passo importantíssimo não somente para a entidade, mas para a cidade de Campinas. Isto porque a entidade passou a contar com as sempre bem-vindas verbas federais para financiar os seus projetos. Para que o leitor entenda a importância desse acontecimento, faz-se necessário dar algumas explicações.
Os Pontos de Cultura são espaços formados por grupos de artistas, educadores, gestores e produtores culturais mediante trabalho voluntário. Sua função é a de promover a inclusão social por meio de atividades voltadas para as artes, folclore, costumes e tradições populares e alcançam, indistintamente, adultos, crianças, idosos e jovens de comunidades carentes, como cortiços, favelas, quilombos, aldeias indígenas etc.
O Ministério da Cultura, mentor do projeto, entra com os conceitos, os recursos, o acompanhamento, o treinamento dos monitores, a articulação institucional e a rede, que é aspecto vital do programa. Cabe aos parceiros locais propiciar os espaços, a gestão e assumir um punhado de compromissos, como a responsabilidade, a transparência, a fidelidade à proposta, a inserção comunitária, a democracia e o intercâmbio.
Todos os Pontos de Cultura estão em rede para trocar informações, experiências e realizações. Dessa forma, o Tainã tornou-se um centro formador por excelência de educadores populares, dos quais o País ainda é bastante carente. Mediante oficinas culturais, integra e desenvolve saberes dos membros das comunidades atingidas, com base no acesso à informação, à arte e à tecnologia.
Entre os projetos do Ponto de Cultura Tainã, como já destaquei, está a sua já famosa Orquestra de Tambores. Trata-se da primeira do País a usar instrumentos chamados de “steelpan” (panela de aço em inglês), tradicionais em Trinidad-Tobago. Aliás, tem, desde 2004, como educadora musical, Soluna Garnes, oriunda desse país insular do Caribe, que é filha de Rosalind Garnes, diretora musical da conhecidíssima Escola Saint Xavier.
A entidade desenvolve, ainda, inúmeras outras atividades, incluindo as ações de prevenção à Aids, com palestras, consultas e informações sobre a doença, além de contar com um original “Banco de Preservativos” , distribuídos gratuitamente às pessoas interessadas.
Cultura, na verdadeira acepção, é isso. É, numa de suas definições mais clássicas (há várias), “o conjunto de características humanas que não são inatas, e que se criam e se preservam ou aprimoram através da comunicação e cooperação entre indivíduos em sociedade”. E é exatamente isso o que a Tainã faz. Daí os vôos tão altos já alcançados por esse “pássaro” encantado, cujo limite é, certamente, o infinito, “a caminho das estrelas”, para fazer jus ao significado do seu nome.


posted by O Escrevinhador @ 3:53 AM


Escrito por arvoredavida_blog às 12h21
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]
x
 
Histórico

  08/07/2007 a 14/07/2007
  06/05/2007 a 12/05/2007
  22/04/2007 a 28/04/2007
  15/04/2007 a 21/04/2007
  25/03/2007 a 31/03/2007
  25/02/2007 a 03/03/2007
  11/02/2007 a 17/02/2007
  04/02/2007 a 10/02/2007
  28/01/2007 a 03/02/2007


Outros sites

  Instituto Árvore da Vida - Barão em Foco

  Projeto Girassol - Overmundo

  Projeto Artistas da Mata - Overmundo

  Projeto Nascentes Urbanas (.pdf)

  GAO - Grupo de Articulação das ONGs Brasileiras - ISO 26000

  Negativo Online

  Revista IntegrAção

  Ministério do Meio Ambiente

  Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo

  Homeopatia Ação pelo Semelhante

  Barão em Foco

Votação

  Dê uma nota para meu blog